Mouta News


Hieronymus Bosch
Sexta-Feira, 15/Fevereiro/2008, 12:49 am
Arquivado em: Artes, Unisuam

    Durante os 4 anos que estudei na UNISUAM, perdi a conta de quantas vezes fui a Biblioteca. Fiz amizade com os funcionários, quando estudava de manhã e a noite, ficava a tarde lá (estudando e dormindo!! rs), reunia com a galera pra fazer os mega-ultra-hiper-trabalhos de Engenharia de Software do professor Marco Antônio, preparava minhas reuniões e discursos públicos lá. Enfim, era um dos meus habitats naturais!

E durante esses muitos anos presente na biblioteca da faculdade fiz questão de me sentar, sempre que podia, perto de um quadro bastante criativo e intrigante. Essa era a pintura, O jardim das delícias:

543px-hieronymus_bosch_-_the_garden_of_earthly_delights_-_garden_of_earthly_delights_ecclesias_paradise.jpg

Esse quadro que me permitia esquecer momentanemante as derivadas e integrais compostas,  os pontos flutuantes e os casos de uso, foi pintado por Hieronymus Bosch. E a ele devo um espaço na web. Assim…

Jeroen van Aeken, cujo pseudônimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch, (’s-Hertogenbosch, c. 1450 — Agosto de 1516), foi um pintor e gravador holandês dos séculos XV e XVI.

Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilização de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.

Pintores alemães como Martin Schongauer, Matthias Grünewald e Albrecht Dürer influenciaram a obra de Bosch. Apesar de ter sido quase contemporâneo de Jan van Eyck, seu estilo era completamente diferente.

Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX, que teve mestres como Max Ernst e Salvador Dalí.

HISTÓRIA

O seu nome verdadeiro era Hieronymus (ou Jeroen) van Aken. Ele assinou algumas das suas peças como Bosch (pronuncia-se como boss em neerlandês), derivado da sua terra natal, ’s-Hertogenbosch. Em Espanha é também conhecido como El Bosco.

Pieter Brueghel o Velho foi influenciado pela arte de Bosch e produziu vários quadros em um estilo semelhante.

Sabe-se muito pouco sobre a sua vida. A não existência de documentos comprovativos de o pintor ter trabalhado fora de Hertogenbosh levam a que se pense que Bosch tenha vivido sempre na sua cidade natal. Aí se terá iniciado nas lides da pintura na oficina do pai (ou de um tio), que também era pintor.

Foi especulado, ainda que sem provas concretas, que o pintor terá pertencido a uma (das muitas) seitas que na época se dedicavam às ciências ocultas. Aí teria adquirido inúmeros conhecimentos sobre os sonhos e a alquimia, tendo-se dedicado profundamente a esta última. Por essa razão, Bosch teria sido perseguido pela Inquisição. Sua obra também sofreu a influência dos rumores do Apocalipse, que surgiram perto do ano de 1500.

Existem registos de que em 1504 Filipe o Belo da Borgonha encomendou a Bosch um altar que deveria representar o Juízo final, o Céu e o Inferno.

 juizo-final.jpg

O Juízo Final

A obra, atualmente perdida (sem unanimidade julga-se que um fragmento da obra corresponde a um painel em Munique), valeu ao pintor o reconhecimento e várias encomendas posteriores. Os primeiros críticos de Bosch conhecidos foram os espanhóis Filipe de Guevara e Pedro de Singuenza. Por outro lado, a grande abundância de pinturas de Bosch em Espanha é explicada pelo fato de Filipe II de Espanha ter colecionado avidamente as obras do pintor.

Bosch é considerado o primeiro artista fantástico.

OBRAS

Atualmente apenas se conservam cerca de 40 originais seus, dispersos na sua maioria por museus da Europa e Estados Unidos da América. De entre estes, a coleção do Museu do Prado de Madrid é considerada a melhor para estudar a sua obra, visto abrigar a maioria daquelas que são consideradas pelos críticos como as melhores obras do pintor.

As obras de Bosch demonstram que foi um observador minucioso bem como um refinado desenhista e colorista. O pintor utilizou estes dotes para criar uma série de composições fantásticas e diabólicas onde são apresentados, com um tom satírico e moralizante, os vícios, os pecados e os temores de ordem religiosa que afligiam o homem medieval. Exemplos destas obras são:

  • O Carro de Feno – (Museu do Prado, Madrid)
  • O Jardim das Delícias – (Museu do Prado, Madrid)
  • O Juízo Final – (Akademie der Bildenden Künste, Viena)
  • As Tentações de Santo Antão – primeira versão – (Museu de Arte de São Paulo, São Paulo)
  • As Tentações de Santo Antão – versão definitiva – (Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)
  • Os Sete Pecados Mortais – (Museu do Prado, Madrid)
  • Navio dos Loucos ou A Nau dos Insensatos – (Museu do Louvre, Paris)
  • Morte e o Avarento – (Galeria Nacional de Arte em Washington, DC.

A par destas obras, que imediatamente se associam ao pintor, há que referir que mais de metade das obras de Bosch abordam temas mais tradicionais como vidas de santos e cenas do nascimento, paixão e morte de Cristo.

O original tríptico As Tentações de Santo Antão esta incorporado no Museu Nacional de Arte Antiga a partir do antigo Palácio Real das Necessidades. Desconhecem-se as circunstâncias da chegada da obra a Portugal, não sendo certo que tenha feito parte da colecção do humanista Damião de Góis, como algumas vezes é referido.


1 Comentário até o momento
Deixe um comentário

queria um pouco mais de informação sobre a obra a morte do avaro

Comentário por joao carlos




Deixe um comentário
Linhas e parágrafos quebram automaticamente, endereços de email não serão mostrados, HTML permitido: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>